“John Carter” assume a ponta nas bilheterias brasileiras
Esnobado pelo público norte-americano, aventura da Disney ganhou sobrevida no mercado exterior, incluindo Brasil
Suposta primeira incursão da Pixar no cinema live-action, John Carter conseguiu arrecadar R$4 milhões oriundos de 302,7 mil espectadores tornando-se a sexta maior estreia do ano no Brasil, tanto em relação à renda quanto ao público. Considerando apenas a quantidade de pagantes, a aventura é a sétima melhor estreia do mês de março desde 2001 atrás de A Paixão de Cristo (673 mil), Constantine (446 mil), O Motoqueiro Fantasma (441 mil), Demolidor (356 mil), Rango (341 mil) e Do que as Mulheres Gostam (319 mil).
Se comparado a outros filmes dos gêneros em que se encaixa John Carter teve começo inferior a Avatar (749 mil pagantes), Fúria de Titãs (589 mil), O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (513 mil) e Príncipe da Pérsia (407 mil), mas superior a 10.000 a.C. (293 mil) e Star Trek (134 mil).
Assim, o topo do ranking ainda não significa sucesso no mercado daqui, mas uma leve sobrevida. O personagem é desconhecido do grande público e teve um marketing sofrível como suporte, mas cada país tem suas peculiaridades e é atingido de maneira distinta. Adoradores de épicos como os europeus, os espectadores brasileiros ajudaram vários fracassos monstruosos nos Estados Unidos a conquistarem espaço e grande soma de dinheiro no mercado internacional. Ou seja, aqui o herói pode receber uma atenção compatível com a grandeza do filme e seu custo de US$ 250 milhões.



